Loolady

thoughts of a Lady almost in her 40s

sexta-feira, março 03, 2006

Os Filhos

Sempre tive esta sensação muito forte, com os meus filhos, de que estavamos tão ligados emocionalmente que o meu estado era alterado por alguma alteração do estado deles e vice versa. Eu e muitas outras mães concerteza. Sempre vivi muito esta ligação e sempre confiei muito nesta coisa que chamam a intuição de mãe. Estudos da neurobiologia explicam agora algumas destas coisas...
Continuo a sentir com a pequenina (três anos) tudo isto mas com o grande (18 anos) vivo neste momento uma fase de corte do cordão umbilical. Tenho medo de perder esta empatia com ele, claro que já a perdi..., mas quero substituí-la por outro mecanismo afectivo de ligação que nunca permita que nos afastemos.

Aqui fica um bocadinho do artigo que li neste sítio

(...)Allan Schore (2003) descreve o modo como a mãe intuitiva, sintoniza e ressoa com o estado psico-físico da criança, designando este processo como sincronização afectiva, no qual o bebé é activado (ou desactivado ou hiperactivado) dinamicamente e a mãe corrige a intensidade e a duração da sua estimulação afectiva com a finalidade de manter uma situação positiva na criança. De facto, segundo este autor, a coordenação das respostas é tão rápida, o que lhe sugere a existência de um elo ou vínculo de comunicação inconsciente, numa matriz interactiva promotora
da expressão dos afectos internos da criança.
A mãe ou o cuidador primário também participam no restabelecimento interactivo da regulação dos estados de tensão induzidos na criança, sendo a tensão, definida como, uma assincronia numa sequência de interacções.
Seguindo, um período de restabelecimento da sincronia que permite a recuperação da tensão. Havendo um padrão de correspondência entre a disrupção e a reparação do cuidador “suficientemente bom”. De facto a sintonia psicobiológica, a ressonância interactiva, a sincronização mútua e o abarcar dos ritmos psico - biológicos são os
processos fisiológicos que medeiam a formação dos elos de vinculação e estes processos regulatórios são precursores da vinculação psicológica e das emoções associadas.
Ele conclui que a Vinculação é um processo interno que promove a transferência dos afectos entre mãe e criança,
pois a mãe sincroniza e ressoa com os ritmos dos estados internos da criança e regula o nível de estimulação não só
minimizando os afectos negativos, mas também a maximização das oportunidades para o afecto positivo. Aliás
Stroufe (1996) já considerava que a Vinculação é a regulação diádica (interactiva) da emoção