Loolady

thoughts of a Lady almost in her 40s

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

É uma praia Portuguesa!



Linda! Perto de Alcobaça, chama-se Polvoeira. Podem procurar, mas ainda há muitas assim no nosso país!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Agostinho da Silva



Há, no silêncio da noite, na luz lívida e fria do luar, no olhar gelado das estrelas, uma confissão de que tudo sofre, no mundo, de que a dor não existe apenas para o homem; em nenhuma condição se pode encontrar a felicidade senão através das ilusões: sem que se possa esclarecer porquê, a vida é trágica e o primeiro dever de quem pensa é pôr o sofrimento, solidamente, como a base de todo o existir. Fugir à dor é, apenas, para Leopardi, a pior das covardias, a única que verdadeiramente pode retirar dignidade humana; saber que a vida é trágica, que a vida não tem solução, que a vida é um engano, e proceder como se o não fosse é a marca definitiva de coragem, a afirmação plena de valor, a arte suprema do heroísmo” – Vida de Leopardi [1944].

“Sustento o seguinte: que, enquanto se é dono de alguma coisa ou animal ou pessoa, e muitas vezes temos que o ser para que cumpramos o nosso dever social, estamos dificultando o nosso entendimento com Deus, estamos impedindo que a sua vontade plenamente se revele. Pondo a ideia de uma forma dura e rápida: quem tem, não é. E é, entre outras razões, por não terem, que são possíveis os santos e que, apesar de todos os desvios, são ainda as ordens religiosas o sal da terra” – As Aproximações [1960].

“De todos os hábitos a que nos entregamos, um reina sobre todos os outros no que se refere a malefícios quanto ao mundo futuro. É o hábito de ter chefes. O medo das responsabilidades, o gosto de se encostar aos outros, o jeito mais fácil de não ter que decidir os caminhos fizeram que a cada instante lancemos os olhos à nossa volta em busca do sinal que nos sirva de guia. Quando surge uma dificuldade de carácter colectivo, a primeira ideia é a de que devia surgir um homem que tomasse sobre seus ombros o áspero martírio de ser chefe. Pois bem: pode ser que isto tenha trazido grandes benefícios em outras crises da História; nem vale por outro lado a pena saber o que teria sido a dita História se outras se tivessem apresentado as circunstâncias. Mas, na presente, a verdadeira salvação só virá no dia em que cada homem se convencer de que tem que ser ele o seu chefe. Ou, dentro dele, Deus” - Só Ajustamentos [1962].

“[...] bem longe estaremos de qualquer resultado positivo se o povo, ao mesmo tempo que se educa, isto é, [...] ganha meios de expressão, se deseduca por maquiavelismos ou silêncios do jogo político, pelos interesses a curto prazo de uma economia de exploração ou por lhe porem como ideal não ser o que é, mas o modelo estrangeiro e adverso que pareceu mais desejável aos poderosos de momento” - Educação de Portugal [1970]. Mas o que mais importa é que cada um descubra e frua a sua essencial identidade com esse absoluto: “Crente é pouco sê-te Deus”.
“Existe um Deus que é o conjunto de tudo quanto apercebemos no Universo. Tudo o que existe contém Deus, Deus contém tudo o que existe. Pode-se, sem blasfémia, considerar o aspecto imanente ou o aspecto transcendente de Deus; pode-se, sem blasfémia, falar não de Deus mas apenas do Universo, com Espírito e Matéria, formando um todo indissolúvel” – Doutrina Cristã [1943].

“[...] só haverá paz para a consciência humana quando não existir distinção alguma entre o “eu” e o “outro”.

[...] a experiência mística de todos os séculos, de todos os países e de todas as religiões demonstra que o auge do sentimento religioso consiste numa fusão entre objecto do culto e sujeito do culto, num transformar-se o amador na coisa amada, num aparecimento da unidade perfeita onde a dualidade existia. Para um observador de fora, um homem intrinsecamente religioso, em perpétuo êxtase religioso, poderia dar a impressão de não estar prestando nenhum culto a nenhum Deus e, na vida prática, esse homem comportar-se-ia com a alegria, a espontaneidade, o desprendimento do selvagem, sem que também fosse necessário, fatal, o aparecimento de qualquer espécie de rito: esse homem teria reconhecido Deus em si e nos outros e viveria, naturalmente, sem tu e sem eu, de igual para igual, num universo inteiramente divino” – A Comédia Latina [1946-47].

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Foi bonita a festa, pá!


A minha princesa nunca tinha tido tantos meninos e meninas cá em casa como desta vez. Foi bom! Mas reparem lá no bolo! Acreditem que senti um certo arrepio quando aproximei a faca da Barbie...Lembro-me de ter lido os resultados de um estudo que dizia que as barbies dão vontade, aos miúdos, de praticarem mutilação, sobre as próprias, das coitadas, das bonecas. A sério, era uma coisa do género, se alguém leu também, por favor confirme,(a minha cabeça não dá para tudo...) Mas se calhar foi por isso que se lembraram de inventar estes bolos...
Na fotografia, o Pluto é que parece o culpado...

A Música no blog, desta vez, é o Chico Buarque. Podem carregar no botão do lado direito para ouvir...

sábado, fevereiro 11, 2006

Beijos de Mãe



Amanhã, dia 12, a minha princesa faz 3 anos! Vai fazer a primeira festa com convidados da idade dela! Já enfeitamos a casa e estamos prontos para fazer uma festa.

Muitos parabéns minha querida! Espero que a sorte te acompanhe e que tenhas sempre junto de ti alguém que te ame!

Beijos da Mãe!