Loolady

thoughts of a Lady almost in her 40s

terça-feira, abril 19, 2005

É inquietante...

Ratzinger, o novo PAPA:

Exercia o cargo de líder da Congregação para a Doutrina da Fé, um órgão ortodoxo que substituiu o antigo Tribunal da Inquisição.

A sua função é salvaguardar os conceitos morais do mundo católico.

Considerado ultraconservador, Ratzinger defende as idéias mais "medievais" veiculadas pela igreja. É considerado um ídolo para a Opus Dei, um dos sectores mais conservadores do catolicismo.

O ex-frei Leonardo Boff, um dos expoentes da Teologia da Libertação, teve voto de silêncio imposto por Ratzinger em 1985.

A Teologia da Libertação, que vem dividindo a Igreja na América Latina, é uma doutrina que prega que as pessoas sejam libertadas da opressão económica.

Ratzinger é contrário à ordenação de mulheres e defende ardorosamente a necessidade SIDA é comportar-se de acordo com a lei de Deus".

Cresceu na Alemanha de Hitler. Convocado para servir o exército, Ratzinger foi colocado numa unidade de defesa anti-aérea destacada para proteger a fábrica da BMW, em Munique. Mas Ratzinger nunca foi membro do Partido de Hitler. Desertou e tornou-se prisioneiro de guerra. Antes de chegar ao Vaticano, Ratzinger foi arcebispo de Munique

quinta-feira, abril 14, 2005

Piscadela de Olhos

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A ideia não é minha, passou-me pelo ouvido há uns anos, dita não me recordo por quem:

"Se podessemos fotografar piscando os olhos..."

Acontece-me tantas vezes passar por situações das quais retenho uma imagem que fica durante alguns segundos a pairar na mente e depois se dissolve.

Se soubesse pintar tentaria reproduzir... mas não sei.

Hoje passei em frente da entrada de um lar de terceira idade e a cena era a seguinte: uma carro parado com as portas abertas, a porta do lar aberta com uma senhora de bata branca recebendo uma velhinha de bengala e olhos escuros que estava acompanhada por uma filha e um neto, suponho eu.

Tratava-se, claro está de um "depósito" da velhinha no lar, mas havia uma intensidade dramática na forma como os personagens estavam colocados no espaço e as expressões de cada um deles eram tão significativas que dava vontade de piscar os olhos e fixar a imagem para a podermos admirar mais tarde, com calma. Tentanto prescrutar todos os segredos dos sentimentos que estavam agregados àquele momento do quotidiano de uma cidade qualquer...

terça-feira, abril 05, 2005

Primavera, há mais de cem anos



Vincent Van Gogh
Branche Fleurie d'amendier, 1890
óleo sobre tela